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Qual o nosso
OBJECTIVO?
Ajudar os pais em luto a entender a sua dor incontornável, para que não se
fechem em si mesmos, envoltos na sua revolta, e encontrem novos estímulos na
vida.
É preciso que os pais sintam que não sofrem sozinhos, que não foram
esquecidos nem são diferentes dos outros, ajudando-os a reencontrar alguma
serenidade e a aprender a viver com uma ferida que nunca mais sarará
totalmente.
Como ATINGI-LO?
Constituída por pais de filhos que morreram, “A
NOSSA ÂNCORA” oferece aos pais a oportunidade de se encontrarem, de poderem
falar e ajudar-se:
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por
permanências de acolhimento e de escuta,
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por
cartas e conversas telefónicas,
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por
grupos de entreajuda,
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por
reuniões e jornadas de amizade,
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pela
página na internet.
Quais os nossos PLANOS?
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Publicação periódica da revista
A Amarra
e da carta mensal
Diário de Bordo.
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Edição de livros
alusivos a temas que preocupam os pais.
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Publicação de folhetos informativos das actividades da Associação e do
contexto em que estas emergem, da realidade/interdito da morte na
sociedade actual, das fases e processos do luto, etc.
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Participação em iniciativas nacionais ou outras, em particular sobre a
prevenção de comportamentos de risco entre os jovens, prevenção
rodoviária, prevenção da sida, cancro, ou toxicodependência, sempre que
tal se considere premente e de interesse público.
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Colaboração em iniciativas conjuntas e cooperação com outras entidades, em
especial ligadas a áreas de saúde, educação (escolas, universidades),
bombeiros, etc. – em actividades de formação ou noutras áreas, como sejam
as ligadas à edição de folhetos ou brochuras dirigidas a públicos
específicos.
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Intercâmbio com outras instituições, de Ensino, sugerindo seminários ou
cursos breves – por ex. sobre Educação
para a Morte ou os Processos do Luto.
Como
angariar FUNDOS?
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Através das quotizações dos nossos associados.
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Junto
de potenciais mecenas.
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Através das receitas da actividade editorial.
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Procurar ainda possíveis patrocínios para a prossecução dos nossos
objectivos.
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Qual o nosso LEMA |
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Vem, dá-me a mão, o caminho é longo.
Passaremos o rio, passo a passo.
Não, não irás só; eu acompanho-te.
Eu conheço bem a passagem. Já lá estive.
Não tenhas medo do escuro,
eu estou ao teu lado.
Temos que dar um passo de cada vez
E de vez em quando é preciso parar.
A outra margem fica longe
e há obstáculos pelo caminho. |
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Há muitas pedras a saltar;
Umas são mais altas do que outras.
Chamam-se Choque, Recusa Cólera, para começar.
Vêm depois a Culpabilidade, o Desespero, a Solidão.
É um momento difícil, mas é preciso passar.
É a única forma de chegar à outra margem.
Vem, dá-me a tua mão.
De que tens medo? A minha mão é segura.
Já apertei tantas mãos como a tua.
Um dia, também a minha foi pequena e fraca.
Tu sabes, também tive que apertar a mão de alguém
para me ajudar a dar os primeiros passos. |
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Atenção! Escorregaste.
Não te importes, chora.
Não é nenhuma vergonha, eu compreendo.
Vamos descansar um momento
e respirar fundo.
Quando tiveres recuperado as forças, continuaremos.
Não há pressa. |
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Diz, é assim mesmo!
Como eu
gosto de te ouvir rir.
De acordo, essas recordações que me confias, como são belas.
Vê estamos a meio do caminho.
Já vejo a margem ao longe.
Do outro lado o Sol aquece.
Já reparaste?
Em breve estarás sobre a última pedra
E já vais sozinho. Deixaste a minha mão!
Passámos o rio.
Eh! Não vás tão depressa ! Olha !
Há alguém à espera lá em baixo,
que está sozinho, que quer atravessar.
Tenho que lá ir. Precisam de mim.
Que dizes ? Tens a certeza ?
E porque não ? Vai. Eu espero aqui.
Tu conheces o caminho.Já lá passaste.
Está bem. Meu amigo, agora é a tua vez
de ajudar alguém a passar o rio. |
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