a duas mãos



 

 

Inspirada nos escritos publicados pela Maria Emília Pires nos boletins
"A Amarra" 1996-2004
a Aida Nuno escreveu três poemas a que chamaremos:
 

    Poesia a duas mãos

 

CONFISSÃO
(Maria Emília - Aida Nuno)

No meio de tão grande tempestade
Senti crescer dentro de mim uma outra Vida
A tua...
Renascimento? Não sei...
Filha que tanto me deixaste!

Mãe...ouvi-te murmurar:
Ama, ama, não tenhas medo de amar
Recear o amor é temer a própria Vida
O medo é morte!

Habita o sonho e eu habitarei em ti
Será esse o nosso segredo
Segura de novo a minha mão
Assim...a felicidade não terá fim

 

 

SINAIS DE ESPERANÇA
(Maria Emília - Aida Nuno)

Depois do Inverno veio o sol!
Abri a janela e descobri a alegria
Botões de Primavera. Macieiras em flor!
O meu amor assim floresce.

A sombra e luz coabitam em mim
Ai este sinal de Esperança!
Este renascer, cantando a Vida!
Liberto-me do medo, não vês?
Não estou chorando...
Voltaste e continuas em flor...

Borboleta branca para onde foste?
Tanta saudade desde que partiste!
Volta...ensina-me a voar, a poisar além...
Nestes botões em flor, cheios de luz.

 

 

A DOR HUMANA
(Maria Emília - Aida Nuno)

Está dentro de nós...
A dor humana não se desamarra
O Inverno não se desfaz
Estação de tristeza e de revolta.

Não há tempo certo. Nada perdura...
As nuvens hoje são negras mas...
A Primavera virá. Tem o seu tempo.
E a alma mansamente renascerá.

A Vida palpita, é coração...
E sendo terra quente se renova
E a Esperança como num dia de Verão
Tem céu azul e não há sombras.

Nessa estrada todos caminharemos
Mil estrelas serão a nossa luz
Mãos nas mãos, num clarão de Amor
Partilhando, suavizando a nossa dor.

 

 

"O Lago dos Cisnes" Tchaikovky - Grandes Compositores

 

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