a nossa história
2001
 

      

Mais de mil pais pediram ajuda
 

Estávamos  no  final  do  ano  2001. Os  pedidos  de  ajuda  continuavam a chegar  de  pais  vindos  de  todos  os  lados  da  vida, nas mais diferentes circunstâncias, de  todas as raças e credos, novos e velhos. Alguns já com um longo caminho de dor percorrido. Outros, com o seu desgosto ainda tão recente  e  doloroso  que  se  tornava  muito difícil   ajudá-los  ou  dar-lhes esperança.

Na nossa base de dados entrou o número 1000.

Os Grupos de Ajuda mútua continuaram a aumentar e eram agora já 9:    

 

Almada 1
Aveiro 1
Coimbra 1
Lisboa

3

Parede 1
Setúbal 1
Sintra 1


Uma  das  queixas  mais  frequentes  com que chegam até nós os pais que nos  procuram  é a de que a família, os amigos, os colegas de trabalho não os entendem, não sabem compreender o que eles sentem.
Na  verdade os pais não querem que tenham penas deles. Quereriam ter o seu  filho  ou filha de volta mas, como isso não é possível, precisam que os outros  os  ajudem  a  aprender a viver com a sua ausência física mas, não querem nem podem esquecê-los.
A  Nossa  Âncora  continua  a  trabalhar  no  sentido  de  trazer  os pais em luto de novo para a vida não os deixando fechar-se no seu sofrimento nem envolver-se pela sua revolta. É preciso que  eles sintam que não sofrem sozinhos, que não foram esquecidos ou são diferentes dos outros. Ajudá-los a reencontrar um pouco de serenidade e a aprender a viver com uma ferida que nunca mais sarará.

 

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