|
Estávamos
no
final
do
ano
2001.
Os
pedidos
de
ajuda
continuavam
a
chegar
de
pais
vindos
de
todos
os
lados
da
vida,
nas
mais
diferentes
circunstâncias,
de
todas
as raças
e
credos,
novos
e
velhos.
Alguns
já
com
um
longo
caminho
de
dor
percorrido.
Outros,
com
o
seu
desgosto
ainda
tão
recente
e
doloroso
que
se
tornava
muito
difícil
ajudá-los
ou
dar-lhes
esperança.
Na
nossa
base
de
dados
entrou
o
número
1000.
Os
Grupos
de
Ajuda
mútua
continuaram
a
aumentar
e
eram
agora
já
9: |
|
Uma
das
queixas
mais
frequentes
com
que
chegam
até
nós
os
pais
que
nos
procuram
é
a
de
que
a
família,
os
amigos,
os
colegas
de
trabalho
não
os
entendem,
não
sabem
compreender
o
que
eles
sentem.
Na
verdade
os
pais
não
querem
que
tenham
penas
deles.
Quereriam
ter
o
seu
filho
ou
filha
de
volta
mas,
como
isso
não
é
possível,
precisam
que
os
outros
os
ajudem
a
aprender
a
viver
com
a
sua
ausência
física
mas,
não
querem
nem
podem
esquecê-los.
A
Nossa
Âncora
continua
a
trabalhar
no
sentido
de
trazer
os
pais
em
luto
de
novo
para
a
vida
não
os
deixando
fechar-se
no
seu
sofrimento
nem
envolver-se
pela
sua
revolta.
É preciso
que eles
sintam
que
não
sofrem
sozinhos,
que
não
foram
esquecidos
ou
são
diferentes
dos
outros.
Ajudá-los
a
reencontrar
um
pouco
de
serenidade
e
a
aprender
a
viver
com
uma
ferida
que
nunca
mais
sarará.
|