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A
negação
é uma outra forma de resistência à perda; agarrar-se à ideia de que o
filho não morreu. A pessoa imagina que pode apagar a
realidade, simplesmente escondendo-a. A negação tem por
fim retardar a plena consciência da realidade do drama.
Esta consciência, se for muito forte, pode levar a que o
indivíduo perca o seu equilíbrio psíquico.
A
primeira
forma
de
negação
é
de
natureza
cognitiva:
nega-se
a
perda,
a
pessoa
tenta
esquecê-la
ou
não
pensar
nela.
A
segunda
forma
é
de
natureza
emotiva:
a
expressão
emotiva
fica
bloqueada,
quer
pela
falta
de
meios
para
exprimir
as
suas
emoções,
quer
pelo
medo
de
se
deixar
afogar
nelas.
A
negação
pode
apresentar-se
de
várias
outras
maneiras:
sobre
actividade,
substituição
de
quem
partiu
por
um
outro
alguém,
procura
de
um
culpado,
apresentação
do
ser
perdido
como
sendo
o
melhor,
recurso
a
drogas,
perturbações
psicossomáticas,
etc.
A
negação,
fase
de
ligação
entre
a
perda
e
a
plena
consciência
dessa
perda,
que
se
vive
no
início
do
processo
do
luto,
é
um
tempo
de
ida
e
volta
entre
a
separação
e
o
apego.
Imaginam-se
situações
insensatas
para
fazer
voltar
o
ser
que
desapareceu,
mas
sem
verdadeiramente
acreditar
nelas.
No
fim
da
fase
da
negação
há
uma
passagem
pela
tristeza,
quando
se
descobre
que
todos
os
seus
estratagemas
não
serviram
para
nada. |
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