o luto

fases do luto
berço vazio
morrer jovem
fim de vida

 

 
   

A negação é uma outra forma de resistência à perda; agarrar-se à ideia de que o filho não morreu. A pessoa imagina que pode apagar a realidade, simplesmente escondendo-a. A negação tem por fim retardar a plena consciência da realidade do drama. Esta consciência, se for muito forte, pode levar a que o indivíduo perca o seu equilíbrio psíquico.
A primeira forma de negação é de natureza cognitiva: nega-se a perda, a pessoa tenta esquecê-la ou não pensar nela.
A segunda forma é de natureza emotiva: a expressão emotiva fica bloqueada, quer pela falta de meios para exprimir as suas emoções, quer pelo medo de se deixar afogar nelas.
A negação pode apresentar-se de várias outras maneiras: sobre actividade, substituição de quem partiu por um outro alguém, procura de um culpado, apresentação do ser perdido como sendo o melhor, recurso a drogas, perturbações psicossomáticas, etc.
A negação, fase de ligação entre a perda e a plena consciência dessa perda, que se vive no início do processo do luto, é um tempo de ida e volta entre a separação e o apego. Imaginam-se situações insensatas para fazer voltar o ser que desapareceu, mas sem verdadeiramente acreditar nelas. No fim da fase da negação há uma passagem pela tristeza, quando se descobre  que todos os seus estratagemas não serviram para nada.

 

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