|
Querido Pai
Se eu pudesse,
contar tudo,
o que fizeste,
por mim,
nunca mais,
teria fim!
Um
dia, lembras-te,
querias sentir,
cara encostada,
quem estava pr’a vir
e disseste,
tal pontapé na barriga
não pode ser rapariga!
Um
dia, lembras-te,
joelhos no chão,
braços estendidos,
primeira lição
e disseste,
anda, não te deixo cair
e dei um passo pr’a ti a sorrir!
Um
dia, lembras-te,
o Sol morria,
com lindas cores,
desaparecia
e disseste,
o Sol vai ter que morrer,
para um novo dia NASCER!
Maria
Emília
– 19.03.2000
|