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Toda e qualquer terra neste Mundo, em que vivo, são a
minha terra.
Esta carta que te escrevo não cumpre nenhum desígnio
especial. Somente gostaria de que soubesses que, na tua
falta, na tua solene ausência, meu filho, amo eu os filhos
de todas as partes do Mundo como te amo a ti.
Porque assim, fazendo eu parte deste Universo, todo e
qualquer filho que vive é também meu filho.
Eu sei que o amor que eu dou, incondicionalmente, o faço
em tua memória.
Tive que aprender, com a minha dor, a difícil arte de
expressar o que não tem forma específica (o amor sem
restrições), aquele amor indefinido, amor descoberto
ouvindo um chilrear de pássaros, a brisa de mar, o sabor
amargo e doce da própria vida.
Foste tu meu filho, com a tua ausência, que me ensinaste a
ver o Mundo quando já me abandonava a coragem de
prosseguir o futuro de novos dias.
A tua ausência educou-me e reergui-me. Assim, os gestos
e as palavras que o teu pai reaprendeu são
meus e também teus, meu
filho, e ganham cada dia uma nova forma de Amor,
Serenidade e Esperança.
A.Campos
"Inzi Hebrides"
P.Quefféléant - La Harpe Celtique |